
“Ser padre é um mistério que me ultrapassa, por isso muitas vezes me senti indigno deste dom”, já dizia o Papa São João Paulo II na Carta Encíclica Dom e Mistério. A vocação é o mistério da eleição divina, pois “não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi…” (Jo 15,16)
Ingressei no Seminário aos 25 anos de idade e somente depois de um longo processo de formação(14 Anos) é que fui ordenado Presbítero aos 38 anos de idade. Depois de terminar a Filosofia em Franca, fiquei afastado do Seminário durante um ano, e após este ano, em Setembro de 1992 fui para Florença, Itália onde continuei meus estudos durante 2 anos. Passado este tempo fui para Madri – Espanha, sempre dentro do processo formativo. Ali fui admitido nas Ordens Sagradas no Seminário REDEMPTORIS MATER e também recebi os Ministérios de Leitor e Acólito. Em Junho de 1996 retornei ao Brasil e terminei meus estudos na ESCOLA DE TEOLOGIA EM BRODOWSKI e dentro deste último processo formativo, em 20 de Abril de 1987 fui ordenado Diácono em Sales Oliveira, por ocasião de um Encontro Vocacional Diocesano que ali aconteceu neste mesmo ano.
A minha Ordenação Presbiteral aconteceu no final do mês vocacional no dia 30 de Agosto de 1998, Presidida por Dom Diógenes Silva Matthes. Completava também naquele dia, 18 anos do falecimento de minha mãe Elidia, que em toda a minha vida, foi para mim um sinal questionador devido a caridade que praticava visitando os doentes no hospital e andava longas distâncias para dar banho nos doentes e socorria os famintos e necessitados que passavam pela minha casa. Cito com carinho este fato que tem me ajudado imensamente no meu serviço da Caridade Pastoral, pois sou chamado a “cuidar do Rebanho de Cristo não de maneira forçada, nem de forma interesseira, nem como dominador, mas antes como testemunha e modelo do Rebanho” (1Pd 5,1-4).
Haverá maior realização da nossa humanidade no mundo, do que fazer presente no Altar de Deus, de forma incruenta, o Sacrifício Redentor, o mesmo que Cristo realizou na Cruz no Calvário!
Estou ciente de que a razão do ministério Sacerdotal é a santificação do Povo de Deus, contudo é óbvio que também o Sacerdote deverá sentir-se envolvido no empenho da busca de sua santificação também. Ele não pode ficar fora e nem tão pouco sentir-se dispensado de tal empenho, ou seja, na busca de sua santificação.
Eu escolhi como lema da minha ordenação o versículo 2 do Salmo 116: “Como retribuirei ao Senhor todo bem que Ele me fez? Erguerei o Cálice da Salvação invocando o Nome Santo do Senhor!” (Salmo 116,2). Por isso, neste momento, encerro esta minha reflexão rezando a seguinte oração:
Senhor Jesus Cristo: “Necessitarei sempre de vossas mãos para continuar bendizendo; dos vossos lábios para continuar a falar, do vosso Corpo para continuar a sofrer, do vosso Coração para continuar a amar e, por fim, terei sempre necessidade da vossa Graça para continuar salvando almas” (cf. Michel Quoist, Oração). Conceda-me sempre também, ó Jesus manso e humilde de coração, o dom da obediência e da perseverança na busca da minha santificação. Amém!









