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Homem é preso após aplicar dezenas de golpes de cartão em Franca

A Polícia Civil de Franca prendeu o integrante de uma quadrilha suspeita de aplicar dezenas de golpes do cartão na cidade. O homem estaria em Franca há algumas semanas e já teria provocado prejuízos de até R$ 100 mil em apenas uma das vítimas que eram, na grande maioria das vezes, pessoas idosas.
“Eles entravam em contato e diziam que alguém estava fazendo uma compra e que o banco achava a transação suspeita. Normalmente é uma compra feita fora de Franca e com valor alto. Mediante isso os criminosos iam conversando e enrolando as pessoas… Muitas vezes, inclusive, foram pedidas cartas de próprio punho para as pessoas”, explicou o delegado Eduardo Lopes Bonfim, do SIG (Setor de Investigações Gerais).

Por falta de orientação, muitas vezes, as pessoas acabavam entregando os cartões, que eram utilizados pela quadrilha para a realização de compras e até transferência de valores. “Eles faziam compras, transferências e retiravam tudo que a pessoa tinha na poupança, tendo caso de pessoas a ter prejuízo de até R$ 100 mil em apenas um dos golpes”, disse o delegado.
Após as investigações, os policiais chegaram até ao suspeito, que foi preso na noite da última sexta-feira, 23. O homem preso, segundo o delegado, confessou o crime. Ele estaria na cidade há aproximadamente seis semanas aplicando os golpes. Ele se passava por funcionário da instituição bancária e chegava a ir até a casa das vítimas para recolher os cartões. Ele teria sido reconhecido por várias testemunhas.
“Está sendo feito um levantamento, mas a princípio ele diz que estaria sozinho na cidade aplicando os golpes. Mas isso está sendo alvo de investigação e nós vamos ver se realmente ele veio sozinho, o que realmente não acreditamos por que devem ter vindo mais pessoas para colaborar com o golpe”, concluiu o delegado Eduardo Bonfim.

Para pegar o suspeito, a Polícia Civil realizou uma operação na rodovia. “Nós já sabíamos quem era, mas a gente não sabia o local onde ele estava ficando. Porém, sabíamos que ele sempre chegava na segunda e ia embora da cidade na sexta-feira. Então, mediante esses fatos, a gente se posicionou, tanto na Polícia Rodoviária como em um local estratégico, e assim que ele passou já começou a perseguição e nós paramos e conseguimos trazê-lo para a CPJ”, disse o delegado.
As investigações agora seguem em busca da identificação do restante dos integrantes da quadrilha.


Alerta

O delegado alertou que as pessoas devem se atentar para o fato de que os bancos não entram em contato por números comuns de celular e nem encaminham pessoas diretamente na casa dos clientes para a retirada dos cartões. “Se o banco ligar será alguém da sua agência e não uma pessoa totalmente desconhecida. Não é comum o banco ligar caso desconfie, ele (o banco) bloqueia momentaneamente o cartão. É um cuidado que o banco tem. O banco não manda ninguém buscar cartão, não pede senhas”, orientou.

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