Estupro de menina de 11 anos é descartado pela DDM; caso segue em investigação
A Polícia Civil afastou nesta terça-feira, 24, a possibilidade de a menina de 11 anos, que está internada na UTI da Santa Casa de Franca, ter sido estuprada. A informação é da delegada de polícia Juliana Paiva, responsável pela DDM (Delegacia da Mulher) de Franca após investigações descartarem a violência sexual. O caso aconteceu no dia 19, quando médicos que atenderam a ocorrência suspeitaram da possibilidade de estupro. A Polícia Civil ainda investiga o caso.
Nesta semana o irmão da menina também foi internado com quadro de hemorragia. Está sendo averiguado a possibilidade de toda a família estar com infecção intestinal grave. Segundo a investigação, a residência da família está em condições precárias de higiene, o que pode ter contribuído para o estado de saúde dos irmãos, que estão internados em estado grave.
Os crimes de abandono de incapaz e maus-tratos também não são descartados e estão sendo investigados pela Polícia Civil, acompanhados pelo Conselho Tutelar.
O caso
No dia da internação da menina, um boletim de ocorrência de estupro de vulnerável foi registrado.
No boletim consta que a criança foi levada por familiares para o Pronto-Socorro Álvaro Azzuz com sintomas de diarreia e vômito.
A garota foi medicada e, após ser examinada, foi notado pelo médico uma hemorragia vaginal. Devido ao estado da criança, ela foi encaminhada para a Santa Casa de Franca.
Após ser examinada pela médica também foi constatado que a menina além da hemorragia vaginal também estava com hemorragia anal e com escoriações dos dois lados do quadril e nas pálpebras. A criança precisou ser internada na UTI e foi entubada.
Devido às lesões, a médica suspeitou que a menina teria sido estuprada e acionou a Polícia Civil.
Os policiais encontraram o pai da vítima na porta da Santa Casa e, ao ser questionado, o homem alegou que a filha começou a passar mal na manhã de quarta-feira, 18, com vômitos e diarreia, porém só a levou ao PS no final da tarde. De acordo com o pai, ele só ficou sabendo na unidade do suposto estupro.
Os policiais foram até a residência e em contato com a mãe da vítima, a mulher relatou que a filha estava em sua companhia e não havia acontecido nada de anormal, somente que a criança começou a passar mal.
Ao retornarem na Santa Casa, os policiais recolheram uma fralda que a vítima usava devido à hemorragia. Na fralda, além do sangue havia um líquido branco que não foi possível saber o que seria pelos médicos. Todo material ainda depende de análise laboratorial mais detalhada. O caso segue sendo investigado.








